Política

Em uma reviravolta, o STF (Supremo Tribunal Federal) declarou inconstitucional o artigo da lei federal que permite o uso e a comercialização do amianto no país, mas gerou um impasse sobre a questão. Ainda não está claro se a vedação do amianto terá efeito apenas em São Paulo ou em todo o Brasil. A decisão foi tomada durante a análise de uma lei paulista que proíbe a produção do mineral (esta lei foi mantida). O tema deverá voltar à pauta do Supremo na análise de ações contra outras leis estaduais.

Que país é esse, onde se privilegia escolas de samba e não existe dinheiro para a saúde, educação, transporte, infraestrutura, salários e, sobretudo para fechar as contas públicas? Enquanto o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, massacra a população para fechar o caixa deste ano aumentando impostos, inclusive sobre os combustíveis, o presidente, Michel Temer, distribui quantias generosas para tentar reverter sua imagem desgastada perante a opinião pública.

Ter um país forte e produtivo, onde exista fartura de comida e as oportunidades sejam iguais para todas as pessoas, que elas se sintam felizes e protegidas, parece ser um sonho de muitos brasileiros. Mas no Brasil a questão é bem diferente do almejado. A ONU realizou em abril uma pesquisa junto com o IBOPE e constatou que a erradicação da pobreza e a fome e garantir saúde e educação de qualidade são as ações mais citadas por brasileiros quando questionados sobre o que traria mais benefícios ao país.

"Denunciado por corrupção e rejeitado por 85% dos brasileiros, Michel Temer decidiu abrir os cofres federais e gastar bilhões em emendas parlamentares para agradar os sanguessugas do Congresso Nacional e se manter no cargo. Somente no mês de junho de 2017, Temer liberou 4,2 bilhões de reais, para deputados e senadores, elevando o acumulado no ano a cerca de 5,2 bilhões de reais, conforme levantamento feito pela Reuters no sistema de gastos orçamentários do governo federal, o Siafi. Então que Brasil é esse que quer acabar com os sindicatos, pune os trabalhadores e privilegiam aqueles que surrupiam todos os dias os cofres públicos sem prestar nenhum benefício à nação?", indaga Canindé Pegado, presidente do SINCAB.

"A medida em estudo é uma maneira de manter viva no país a atuação sindical em defesa dos direitos trabalhistas. Com o fim do imposto sindical, os sindicatos precisam se reprogramar, pois perderemos importante fonte de receita. Vale lembrar que a atuação sindical para defender o trabalhador gera despesas, e precisamos saber criar uma maneira de arcar com esses custos" explica Canindé Pegado, presidente do SINCAB e secretário-geral da UGT.

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